domingo, 26 de outubro de 2008

Uma Vidinha

Deus disse para mim!!! Disse sim!
Disse assim: "Carolina, como não existem milagres??? Se de uma micropartícula se dá uma vida!!!"


E vê-la dormindo assim...
éhhh Deus....



Uma vida tão pequenininha, os dedinhos tão pequenininhos. Mas o sorriso, capaz de iluminar 7 planetas.



Os dias passam rápido, pequena! Parece q foi hoje pela manhã, a primeira vez que te vi me analisando com esses dois olhões. E agora te sinto agarrando meu pescoço e procurando a minha mão.


Você já mudou, criança!


A metamorfose se dá aos poucos, sem nem perceber.


Sua boneca de pano um dia vai se perder por esse mundão a fora, e quando for passear não vai mais procura-la. Vai carregar uma bolsa de moça, de mulher.



E eu não quero perder 1 dia! Quero que seu olhar me encontre por todo esse percurso, quero que sua mãozinha segure a minha por todas as esquinas.



Quero ouvir a sua risada, para nunca mais duvidar de milagres.
Deus te abençoe, e te proteja. Amém!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

TE AMO!!!

Entretanto ele chegou de mansinho e me envolveu em doce encanto.
Fazendo dos amores de antes, ponte para esse encontro.
Sinto um arrepio diferente. É diferente!!!
Um homem e tanto, tão raro.
Tão tanto, que uma vida é pouco para escrever meus lábios em seu corpo.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Parte 10- 3 em 1 e ponto final

Como são os enganos do destino. Ela desejou tanto a forma de uma paixão errada...E agora, que agarra as mãos na perfeição, não entende como existia aquela certeza.
(-Pode ser o fim!-) diz com um sorriso que morde os lábios.

A luz de velas o mundo está deserto dela, pois sua alma se entrega a outra. Seu resto se confunde, sem saber em que pé, em que pele começa o seu corpo.

A luz de velas pode ser o fim. Ela já havia me dito!
Este conto nasceu do acaso, com o sonho de ser uma página. E tomou um rumo de equações complicadas, subtrações, multiplicações bizarras...E agora que sente as contrações...

(-Pode ser o fim!-) Beatriz fazendo as malas, enquanto Carolina a espera na porta, com o colar de Ana Clara.

...e a tinta da minha caneta está acabando, este conto se torna um produto substituto.
(-Hei, Menina.....você viu minha mão?)

Uma sala verde, só se vê luz e se ouve um grito. A mulher grita de suas entranhas.
O homem com os lábios tapados, e que neste momento pode até ser casto, entrega uma criança, já de olhos abertos e lábios vermelhos. A mulher de olhos pretos, vibra...
-Sim! Se chama Isória!

Um cheiro de flores invade o local.

-Bem vinda criança!

e sentir era a única certeza que se tinha.



bomFim




  • Isória: nome dado a um recipiente artesanal, utilizado para guardar 3 ou mais emoções.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Parte 9: Sonhando

Bia conhece um homem de carne, alma, e osso. Um homem capaz de dar uma flor com o olhar. Um homem que entende seu C. Talvez o último sincero romantico.
Ele divide sua vida em dois corpos, e agora Bia quer ser o terceiro.
Ela olhando o homem no trapézio de vôo, chora por ter desperdiçado tantas músicas com outros corpos. As lágrimas tocam o chão do picadeiro e agradecem por esse encontro.

Tudo está colorido! E a sensação de eterno, retorna aos seus sonhos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Nessa estação

A primavera reconstrói o que havia sido cortado.
O que estava seco, caido no chão, renasce em cores.

As lágrimas de orvalho caem durante a madrugada, por amor.
Se dá no momento em que a brisa toca as pétalas do Amor Perfeito. Toca de tal modo, que atinge a alma, e todos os poros transpiram desejos.

A primavera amanhece dias de certeza. Dias em que se abre a janela e os olhos gritam para o mundo o que se sente. Dias em que se sabe com quem, e não importa o "para onde".



TRANSBOooRDAaa!!!



O beijo não cabe na boca, o sentimento não cabe no corpo.
E tudo fica completo quando se está em dois. E tudo fica mais fácil.

Diante dessa paisagem...Só é possível amar!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Parte 8: Depois de 2 mamutes e 1 carneiro

Beatriz ainda quer este nome, continua vivendo o vicenal. (-A brisa parece a mesma de 4 anos atrás.)
As vezes procura a caneta e não acha , então deixa para depois. Como agora! Pensou em guardar num potinho para o outro dia, mas lembrou de uma questão que transformou uma lembrança, em lamento.
Por zelar Ana Clara, Beatriz não entende certas palavras não sonorizadas de Pedro. Tão certo quanto a beleza da lua, o príncipe já virou sapo faz um bocado de tempo.
(-Estranho... Ana deve ser realmente indesejável, intragável, ingolível. O que com alguns cálculos nos traz a certeza do mal caratismo.).
Pedro age como a Mulher Empática, faz desfeita de um simples “OI” com os olhos, daqueles que não requer esforço, você só levanta as sobrancelhas e sussurra: “oi”. Ele coloca no saco preto de lixo o: “Obrigado por ser você”. E varre da pequena cabeça de Beatriz a possibilidade da sinceridade.
(-Pedro você tem o coração encouraçado?).




Bia conhece um homem. Homem de carne e osso. Parece um sonho, mas é de carne, alma e osso. Alguém, por favor, a belisque!!!




(-Você já vai encerrar esse parte?-) diz abrindo a porta e deixando assim a luz entrar no cômodo. (-Você acha que Pedro recebe o recado?) diz queimando todo o texto.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Parte 7- Beterraba

Tudo para ela eram sons. Sons vivos e alegres.
(-Preciso aprender a tocar outras músicas. Outras notas.).
É uma fase nova. Uma fase de reconstrução, de resgate. É preciso segurar no colo a criança Carolina.
Princípios, valores, ética, moral. O significado exato de cada palavra não sabe. Sabe que é preciso desperta-los, tirar o pó que os cobre.
Tivemos dias de verão, e isso anima qualquer mecânico de beira de estrada. Com Beatriz não foi diferente.
(-Desculpa Carlos, mas hoje suas palavras não tocam meus ouvidos!)
O que move o mundo? O que faz viver? Sobreviver? Ganância? Sexo? Prazeres? Amor? O Paraíso? A evolução? Talvez seja mais fácil rodar o mundo do que o cara do aquário.

Pode acontecer de chover muito. Muito mesmo. A água que cai do céu, pode atingir certa velocidade e em ritmo muito rápido, a água machuca a pele, dói nas folhas. Algumas flores caem. A chuva varre a terra. Após uma grande tempestade, a copa de uma árvore volta a enxergar suas raízes, os motivos pelo qual está em pé.
Beatriz tenta enxergar seus pés.