segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Parte 7- Beterraba

Tudo para ela eram sons. Sons vivos e alegres.
(-Preciso aprender a tocar outras músicas. Outras notas.).
É uma fase nova. Uma fase de reconstrução, de resgate. É preciso segurar no colo a criança Carolina.
Princípios, valores, ética, moral. O significado exato de cada palavra não sabe. Sabe que é preciso desperta-los, tirar o pó que os cobre.
Tivemos dias de verão, e isso anima qualquer mecânico de beira de estrada. Com Beatriz não foi diferente.
(-Desculpa Carlos, mas hoje suas palavras não tocam meus ouvidos!)
O que move o mundo? O que faz viver? Sobreviver? Ganância? Sexo? Prazeres? Amor? O Paraíso? A evolução? Talvez seja mais fácil rodar o mundo do que o cara do aquário.

Pode acontecer de chover muito. Muito mesmo. A água que cai do céu, pode atingir certa velocidade e em ritmo muito rápido, a água machuca a pele, dói nas folhas. Algumas flores caem. A chuva varre a terra. Após uma grande tempestade, a copa de uma árvore volta a enxergar suas raízes, os motivos pelo qual está em pé.
Beatriz tenta enxergar seus pés.

Um comentário:

Anônimo disse...

... e tenta enxergar seus dedos mindinhos afundaren-se em terra fofa de inexatidão ...

inexatidão ...

O risco do rabisco do obelisco no céu, meu véu, meu léu, meu eu ...

eu existo ??