quinta-feira, 19 de junho de 2008

Parte 3 de 6-9 e Parte 3-6 de 6-9


Parte 3 de 6-9


Sua mente não parava de pensar…cada coisa era motivo para uma fundamentação pessoal. Acreditava em poesias e no cru. Achava bonita essa naturalidade, essa coisa meio descabelada, sem vaidade. Sinceridade é isso, o cru, o natural é sincero, pois não teve tempo de se maquiar ou fermentar algo.


Parte 3-6 de 6-9

Escolheu uma caneta preta dessa vez. Os textos se formavam na sua cabeça enquanto andava, lavava, assistia, lacrava.
Muitas experiencias fortes passou, algumas mais “carne viva” do que outras.
Lembra da chuva acida que a molhou no lugar do carinho das pétalas roxas, que caiam da arvore na esquina. O cheiro ácido e químico empestava o local tomando o lugar da dama da noite. Queimadura de 4º grau, seu rosto desfigurado. Se não fosse pelo nome não a reconheceriam.
O gato se manteve! Implicitamente. Hei, Carolina/ O que você esta procurando ai embaixo?

(-Dona, é verdade que podaram aquela árvore? E que ela não vai mais tentar alcançar o céu?)

Uma vez um mágico tirou uma rosa vermelha da manga e lhe entregou. Acredita? Tirou da manga do casaco e a entregou com um sorriso de dente quebrado. Um sorriso curto, sabe? Desses que não ocupa muito espaço no rosto. Isso foi no tempo em que tudo era infinito e universo.


Duas fogueiras se mantinham acesas, e cresceram. Acordou um dia e viu que já tinham vida própria. A água e o fogo são tão diferentes, tanto e tanto. Mas ela amava mesmo assim. Muito e muito.


Pausa para o dominó com 1 das duas fogueiras e a 3ª.


Ah, o mágico também choveu amora, junto com uma princesa de cabelos cacheados. O tempo passou e seus cachos foram arrancados. O mágico não morreu, mas viveu em outras ruas.

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