domingo, 11 de julho de 2010

A moça e a velha. 3o capitulo talvez.

A moça com a bolsos cheios de cedulas, anda na rua.

Enquanto pisa com os dois pés que tem, lembra das risas e palavras sussuradas da platéia, e a mão que não estava lá.


A velha esta na esquina com um guarda-chuva, de longe ve a moça e acena.

A moça se aproxima.

-Olá!

-Aquele rapaz de branco passou aqui te procurando novamente.

-É, eu sei.

-Ele disse que tinha combinado horário, e você não apareceu.

-Ele ainda acha que espero por ele. Mas faz tempo que não o vejo tão de perto, e ele a mim. Estivemos juntos pela última vez para dividir o cobertor.

-Nada mais fariam, não é?! A monotonia regava suas plantas, e você cada vez com a boca mais cheia.

-Pois é... e a senhora, tem andado muito por ai?

-Sempre!



(ps: O mais engraçado é que nem lembro pq escrevi isso...rsrs)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

não deviam ter inventado a saudade....

Tô com saudade de tu, meu desejo
Tô com saudade do beijo e do mel
Do teu olhar carinhoso
Do teu abraço gostoso
De passear no teu céu
É tão difícil ficar sem você
O teu amor é gostoso demais
Teu cheiro me dar prazer
Quando estou com você
Estou nos braços da paz
Pensamento viaja
E vai buscar meu bem-querer
Não dá pra ser feliz, assim
Tem dó de mim, o que eu posso fazer?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

sentada, ela vai aos poucos encostando a estrutura na grama. Olhar o vento tocando as árvores já estava fazendo parte do seu album. Parou de contar repetidamente as moedas, passado é passado! Isso se torna palpavel a cada noite bem dormida...

A menina sabe que sentir pena de si mesma, é a maior perda de tempo... sentir pena dos outros é o maior pecado consigo e com o próximo. Mas agradecer pelo seu "presente presente", ouvir o que de fato importa, e enxergar as 999 qualidades é a melhor escolha a se fazer.
A armadura que veste impede que nos momentos de fraqueza uma pedra a atinja, e o seu anjo trabalha 24 h por dia e 24 h por noite.

A velha atravessa a rua, e olha para baixo.
- Menina, seu pulso vai cair de tanto relógio!
- O tempo não é algo que se volta, como os ponteiros... Não posso me esquecer.
- Não esquecerá! Percebeu que ele também não se adianta?
- Não percebi...Aprendi! Para onde a senhora vai toda arrumada?
- Hoje tenho um compromisso. Vou me olhar no espelho as 18h35.
- Está explicado! e essa sacola?
- É para você! Encontrei embaixo do meu sofá, lhe será util.
a menina levanta seu tronco, pega a sacola.
- Vasos?
- Sim! Para as rosas... quem sabe um dia não te dou um jardim? (a velha sorri) Estou atrasada!
- Vá então!



terça-feira, 27 de outubro de 2009

S O L I T Á R I O

No fundo claro e frio a moça senta. Com o olhar longe e o corpo quase desmontado ela conta os centavos. Uma senhora se aproxima.
-Você está esperando?
-Estou pensando.
-Cansou, é?
-Não! É que não sei o que fazer!
-Doeu?
-O que?
-As rosas?
-Ainda doem.
-Porque deixou crescer tanto assim?
-É que não pensei que tivesse tantos espinhos.
-Faz feliz e dói?
-É!
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No hospital uma mão apóia no vidro e chora ao ver seu fruto, agora em centimetros!
Os olhos são dele, as mãos dela, o cabelo ainda não se sabe, a boca dele, o nariz é um pouco de cada. O gênio forte como ele. A mania como ela.
Ahhh, o nome....Que bela história!
Tão inesperado e Tão desejado! O motivo da vida!

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No quarto a menina fecha os olhos e sonha com o dia em que sentirá o seu filho saindo de dentro, com o rostinho colado no seu para o primeiro contato. Imagina a emoção que sentirá com algo tão divino! Tão inédito!
Inédito???
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-Já vou!
-Já sabe para onde?
-Sei que vou com elas, o caminho não importa.
-Olha menina...O tempo não tem ponteiros como no relógio. Não volta! Veja lá o que vai fazer! O amor é o segredo.
-A senhora sabe contar? Estou aqui ha horas e não saio da mesma moeda!
(velha pega as moedas)
-Eu tinha uma gata (olha para a moça) ela era silenciosa...nem o olhar dela dizia muito...As vezes ela ficava olhando para o corredor, para a porta, janela, como se fosse levantar. Ela ficava esperando. Tenho certeza!!! Toma suas moedas.
-Amor! (volta e olha) não sei se cabe nessa palavra...Existe mais que isso?
-Não conheço.
-Será que é para doer mesmo?

O animal da nova cédula

O vazio entre a medida é o que o fez escolher.
Entre o certo e o incerto não existe lugar.
O corpo presente que não preenche o espaço, não substitui a voz que bate, que levanta.
Hoje percebi o quanto o "desumano" nos toma.
A compreenção, o diálogo e a empatia são animais das novas cédulas.
Enquanto vivemos, esquecemos da evolução -talvez o motivo pelo qual estamos aqui!- e devoramos, mastigamos os erros dos outros e ainda reclamamos da azia que isso nos dá. Somos incapazes de nos diferir dos animais e dialogarmos.
A fala é cada vez mais extinta, a internet é mais rápida, o tempo para a conversa é inverior ao de um miojo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sem nada por dentro

Tenho uma imensidão de coisas a fazer, e esse vazio arrebata meu corpo...Merda!















Gostaria de sentir prazer em ser só!



















Tenho um gato, um cachorro, um papagaio, um periquito, um rato, um namorado!!!!


Queria entender, pq colocamos nossos sonhos no outro...Mudamos nosso rumo juntando as estradas, sem perceber que o caminho vai ser diferente.


Uma mão aperta minha garganta... Não adianta, quando fechamos os olhos eu vejo o meu sonho, e você o seu! Quando olhamos para a frente você vê o seu passado, e eu o meu.





Quem mais sente a minha ansiedade?













Queria estar com a cabeça vazia.

sábado, 3 de outubro de 2009

um novo nome.

Ciranda andava pela calçada, mais precisamente pela guia. Era escuro.